02/02/2013

Confira: leia um trecho de The Son of Sobek

Rick Riordan teve a ideia para essa história por receber no mínimo uma mensagem por dia de leitores pedindo a junção de suas duas séries.
Em The Son of Sobek (O Filho de Sobek ~ tradução livre) Percy Jackson e Carter Kane lutarão juntos. A história será um bônus para quem comprar a edição em brochura do livro The Kane Chronicles: The Serpent's Shadow que será lançada em 7 de maio deste ano nos Estados Unidos. 


Capa de The Serpent's Shadow 

Foi disponibilizado um trecho online em inglês: clique aqui para visualizá-lo. 
Chequem abaixo uma tradução livre feita por mim:

A superfície do rio agitou-se com bolhas. O crocodilo tinha ido embora, mas de pé no pântano a uns 20 pés (6 metros) de distância havia um cara adolescente usando jeans e uma camisa laranja desbotada que dizia ACAMPAMENTO alguma coisa. Eu não conseguia ler o resto. Ele parecia um pouco mais velho que eu - talvez com 17 anos - com cabelos negros despenteados e olhos verde-mar. O que realmente chamou a minha atenção foi sua espada - uma lâmina de dois gumes reta com um fraco brilho de bronze.
Eu não tinha certeza de qual de nós estava mais surpreso.
Por um segundo, o Campista só me encarou. Então ele observou meu khopesh e varinha e eu senti que ele via as coisas como elas realmente eram. 
Mortais comuns tem problemas para ver magia. Os cérebros deles não podem interpretar, então eles deviam olhar na minha espada, por exemplo, e ver um bastão de basebol ou uma bengala.
Mas aquele garoto... ele era diferente. Imaginei que ele devia ser um mago. O problema é que eu conhecia a maioria dos magos dos nomos norte-americanos, e aquele eu nunca tinha visto antes. E também nunca tinha visto uma espada como aquela. Tudo nele parecia... não-egípcio.
"O crocodilo", eu falei, tentando manter minha voz calma e equilibrada. "Aonde ele foi?"
O campista franziu a testa. "De nada".
"O quê?"
"Eu atingi aquele crocodilo no traseiro." Ele mimicou a ação com a espada. "É por isso que ele te vomitou. Então, de nada. O que você estava fazendo lá?"
Eu admito que não estava de bom humor. Eu fedia. Estava doído. E, sim, eu estava um pouco envergonhado: o poderoso Carter Kane, líder da Casa do Brooklyn, tinha sido regurgitado da boca de um crocodilo como uma grande bola de pelo.
"Eu estava descansando," retruquei. "O que você acha que eu estava fazendo. Agora, quem é você, e porque estava lutando com meu monstro?"
"Seu monstro?" O cara se arrastava em direção a mim através da água. Ele não parecia ter problema algum com a lama. "Olha, cara, eu não sei quem é você, mas aquele crocodilo vem aterrorizando Long Island por semanas. Eu levo isso no pessoal, já que é o território da minha casa. A alguns dias, ele comeu um de nossos pégasos."
Um choque subiu pela minha espinha como se eu estivesse apoiado numa cerca elétrica. "Você disse pégasos?"
Ele deixou a pergunta de lado. "É o seu monstro ou não?"
"Eu não sou o dono dele!" Eu rosnei. "Eu estou tentando pará-lo! Agora, onde..."
"O crocodilo seguiu naquela direção." Ele apontou sua espada para o sul. "Eu já estaria caçando ele, mas você me surpreendeu."
Ele me avaliou, o que era desconcertante, já que ele era meio pé (aproximadamente 15 cm) mais alto. Eu ainda não conseguia ler sua camiseta exceto pela palavra ACAMPAMENTO.  Em torno de seu pescoço pendia um cordão de couro com algumas contas de argila coloridas, como feito por uma criança ou um projeto de artes. Ele não carregava um kit de mago ou uma varinha. Talvez tenha deixado eles no Duat? Ou talvez ele era um mortal delirante que acidentalmente encontrara uma espada e pensava que era um super-herói. Relíquias mágicas podem mexer com a sua mente. 
Finalmente ele sacudiu a cabeça. "Eu desisto. Filho de Ares? Você tem que ser um meio-sangue, mas o que aconteceu com a sua espada? Está toda arqueada."
"É um khopesh." Meu choque virou repentinamente raiva. "Ela deve ser curva."
Mas eu não estava pensando sobre a espada.
O Campista tinha me chamado de meio-sangue? Talvez eu não tivesse ouvido direito. Talvez ele quisesse dizer outra coisa. Mas meu pai era Afro-Americano. Minha mãe era branca. Meio-sangue não era uma palavra que eu gostava.
"Só saia daqui," Eu disse, trincando os dentes. "Eu tenho um crocodilo para caçar."
"Cara, eu tenho um crocodilo para caçar," Ele insistiu. "A última vez que você tentou, ele te comeu. Lembra?"
Meus dedos apertaram o punho da espada. "Eu tinha tudo sobre controle. Eu estava prestes a invocar o punho..."
Por o que aconteceu depois, eu tomo toda a responsabilidade. 
Eu não queria fazer isso. Sinceramente. Mas eu estava com raiva. E como eu já devo ter mencionado, eu não sou sempre bom na canalização das palavras de poder. Quando eu estava na barriga do crocodilo, eu estava me preparando para invocar   o Punho de Hórus, uma grande e brilhante mão azul que pode pulverizar portas, paredes, e tudo mais que fica no seu caminho. Meu plano era socar meu caminho para fora do montro. Grosseiro, sim; mas esperançosamente efetivo. 
Eu suponho que aquele feitiço ainda estava na minha cabeça, pronto pra ser disparado como uma arma carregada. Encarando o Campista, eu estava furioso, pra não mencionar atordoado e confuso; então, quando pensei em falar em inglês primeiro, ao invés disso veio em Egípcio Antigo: khefa.
Tal um simples hieróglifo:

             Você não imaginaria como ele causaria tantos problemas.

Ansiosos para ler o texto todo? Ainda não há previsão de quando a história virá ao Brasil, mas continuem ligados!


Tradução por: José Robson Júnior


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